
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A Cegueira vai a Cannes.

quarta-feira, 12 de março de 2008
NA ÍNTEGRA
TV pública.
Presidência vetará artigo sobre cessão de jogos
12/03/2008, 03h47
Uma das questões mais polêmicas na lei de criação da TV pública aprovada na madrugada desta quarta-feira, 12, será extirpada do texto em sua promulgação. O líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá (PMDB/RR), anunciou aos parlamentares durante a votação que a Presidência da República vetará o artigo 31º, que trata da cessão de jogos desportivos à TV Brasil. "O governo se compromete a vetar o artigo 31º. Então os senadores podem votar tranquilamente porque este artigo será vetado na sanção", declarou o líder. A principal oposição ao artigo, incluído pelo relator da MP na Câmara, deputado Walter Pinheiro (PT/BA), vinha justamente dos grupos detentores destes direitos, especialmente dos radiodifusores.O anúncio prévio de Jucá foi necessário porque existiam senadores da base aliada que estavam dispostos a votar contra a aprovação da Medida Provisória por conta deste trecho da proposta. Um dos que se pronunciou nesse sentido foi Francisco Dornelles (PP/RJ), que disse em pronunciamento que acreditava que o artigo era inconstitucional ao interferir em contratos privados.
Polêmica
O artigo que será vetado obrigava as TVs comerciais donas de contratos de exclusividade para a transmissão de jogos desportivos, em que o Brasil estivesse representado, cedesse o direito gratuitamente à TV Brasil caso não veiculasse as competições na TV aberta. O texto não sofreu qualquer contestação na votação na Câmara dos Deputados, mas gerou reações imediatas tão logo a proposta chegou ao Senado Federal. O senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA) foi um dos primeiros a protestar, questionando a legalidade do artigo.Em seu parecer, o senador-relator Renato Casagrande (PSB/ES) ressaltou o artigo polêmico, apesar de não ter feito nenhuma alteração estrutural na proposta aprovada pela Câmara. Casagrande recomendou ao governo mudar a redação do texto, preservando ao menos a remuneração da detentora do contrato de exclusividade nos casos em que, por qualquer motivo, decida não veicular o jogo na TV aberta.A proposta de Casagrande seria permitir que, nestes casos, a dona do direito de veiculação possa revender a outros interessados a transmissão. Somente se nenhuma outra emissora tivesse interesse na transmissão, o direto seria cedido, gratuitamente, à TV Brasil.Mesmo com o veto, a polêmica pode voltar à tona na Câmara dos Deputados. Três projetos tramitam em conjunto na Comissão de Turismo e Desporto sobre este tema e podem ganhar fôlego com a discussão aberta pela TV Brasil. A tramitação destes projetos está paralisada desde julho de 2007, aguardando parecer dos deputados.
Mariana Mazza - TELA VIVA News
terça-feira, 11 de março de 2008
Às boas lasanhas.
O Brasil é um país que acolhe muito bem qualquer tipo de cultura. Percebe-se ao andar em São Paulo. Existe uma farta variedade de restaurantes, dos alemães aos indianos. Mas o assunto não é comida, por enquanto.
O assunto é TV, e seu conteúdo.
Basta pensar um pouco e perceber que a grande maioria do nosso conteúdo televisivo é baseado em produções estrangeiras. Menciono ainda os programas que são apenas retransmitidos, como as séries americanas que passam por aqui nos canais abertos. Nada contra tal fato, se o mesmo não caminhasse para se tornar regra e ao ficar refém de tais produtos, limita-se criatividade e também oportunidades a bons profissionais.
Voltando a comida, comparo esse conteúdo comprado a uma lasanha de microondas, que tem gosto de nada, enquanto aquela lasanha feita pela avó num belo almoço de domingo torna-se cada vez mais rara.
E na tentativa de resgatar a tradição da lasanha caseira, o governo tenta impor, por meio de lei, que certa porcentagem do conteúdo exibido em canais pagos terá que ser produzido inteiramente aqui no Brasil.
Com isso mais talentos e oportunidades surgirão. É muito interessante pensar que em canais estrangeiros haverão programas nacionais, assim como já ocorreu com Mandrake e Avassaladoras, produções nacionais transmitidas respectivamente pelos canais pagos HBO e Fox. Mas é só. As grandes produtoras não querem produzir aqui, é mais fácil e rentável trazer o produto pronto. É mais lasanha de microondas. E para dar apenas um exemplo dos riscos de tal medida governamental, os preços das assinaturas da TV paga aumentarão consideravelmente. Está nas mãos dos governos fazer o certo, mas o problema é saber o que é certo.
Segundo.
A Rede Globo detêm os direitos de transmissão sobre a grande maioria dos eventos esportivos a um bom tempo. Isso todos sabem. Abre-se uma exceção à Rede Record, detentora dos direitos de transmissão das olimpíadas de Londres, em 2012. Mas fundamentalmente quem manda nessa área é a Globo. Contudo todo esse poder pode diminuir, porque nos últimos dias surgiu uma novidade no mínimo curiosa. Todo evento esportivo, que tenha representantes brasileiros, e que não for transmitido pela emissora detentora dos direitos, será transmitido pela TV “pública”, sem gasto nenhum à ultima. Isso ocorrera via lei. O que se discute é se tal fato é legal ou não. A Globo pensa que não, já o governo pensa que sim. Lógico, querem comer uma boa lasanha sem pagar.
Terceiro.
E essa TV “pública” não tem nada de pública. BBC de Londres, é pública. Lá, paga-se por tal serviço que é imparcial e possui conteúdo que responde ao agrado da maioria. Isso é TV pública, sem as aspas. Aqui não é assim. Quem nomeou os responsáveis pela TV “pública” foi o presidente da república. Os funcionários nem por concurso passaram. Fora sua programação que é incipiente e insatisfatória. Penso que isso não é publico, é estatal. É a TV estatal brasileira.
E com todos esses problemas a TV continua faturando muito, mas do que qualquer outra mídia. Com tudo isso.
Último.
Saudades das boas lasanhas.
domingo, 2 de março de 2008
Rapidinhas DVD


Superbad - É hoje: É bom saber que o gênero do bobo e sem graça American Pie voltou à forma habitual (Pork’s) fazendo boas e inteligentes piadas sobre a “abstinência” sexual da juventude norte-americana. Protagonizada por um trio de nerds que finalmente são convidados para participar de uma festa com a missão de levar as bebidas, o longa conta com a participação de Seth Rogen (também roteirista) e dos ótimos Jonah Hill e Michael Cera, que demonstram um excelente tom cômico.
Notas sobre um escândalo: O longa não traz somente a agradável surpre
sa de ser uma ótima adaptação do livro “What Was She Thinking: Notes on a Scandal” de Zoe Heller, como também a surpresa de nos apresentar uma atuação, por parte da inglesa Judi Dench , superior até mesmo à da ótima Hellen Mirren em A Rainha. Dench, ao construir um personagem de extrema complexidade, nos brinda com a performance de uma Barbara Covett robusta e lânguida ao mesmo tempo, que, ao descobrir que a amiga de trabalho novata, com quem intimamente cria uma amizade que transcende os limites da amizade platônica, se relaciona com um aluno de 15 anos, ameaça contar à família da colega sobre o caso em troca de “favores sexuais”.quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Defeitos e Virtudes.
Isso há sete anos. Hoje Jack Bauer não passa de um protagonista de sucesso de uma série de não menos glórias – é umas das mais vista do mundo juntamente com Lost e Desperate Housewives – e como tal cumpre o seu papel.
Depois de “seis dias” o sucesso continua (antes que perguntem, só acabei de ver a 6°temporada agora). Mas houve muitas críticas contra essa temporada. Depois de seis temporadas é compreensível que o nível – muito bom de todas as outras temporadas – caia. Mas não foi todo esse desastre alegado. Pelo contrário.
Considero que seja covardia comparar o “6°dia” com o “5°” – esse teve muito mais surpresas e ação – por exemplo.
Acho que falhas ocorreram sim, como o desnecessário desfecho de Curtis (parceiro de Jack).
Mas tais erros não comprometeram o andamento.
E apenas para reiterar, a série não se embasa em ataques terroristas, torturas ou sangue derramado, mas sim na vida do humano Jack e como tal é repleto de defeitos e virtudes, sobressaindo-se suas fragilidades as quais são exemplificadas na última cena desta temporada, onde é possível pensar que aquele seria o final de Jack.
Mas tranqüilizo todos que gostam da série.
http://br.youtube.com/watch?v=Jb2YNuWA-tA (trailer da sétima temporada).
Atentem para o novo vilão.
Mas o “7°dia” só vem para o Brasil em 2009.
Enquanto isso aproveite o “6° dia” com todos os seus defeitos e virtudes.

O que é bom...nem dura mais.
A série é Studio 60 – on the sunset strip.
Os executivos são da NBC (império da TV americana e mundial).
Ótima porque não vi e presumo que não verei uma série como esta. Simplesmente ótima.
Péssimos porque não enxergaram a qualidade de seu produto, de sua série.
A série: Mostra os bastidores do Studio 60, um programa (fictício) humorístico de auditório, aos moldes do famoso Saturday Night Live (esse sim, real). É uma aula pra quem trabalha ou trabalhará um dia em TV. E um prato cheio para quem simplesmente gosta do assunto.
O elenco: Destaque para o ótimo Matthew Perry (Chandler de Friends). Perry personifica o roteirista do programa, Matt Albie, com extrema perfeição. Com tal atuação acaba com possível estigma de ser ator apenas para a comédia, pelo contrário, leva o drama com extremo talento e facilidade. Completam o elenco, Bradley Whitford, Amanda Peet e Steven Weber.
O roteiro: Assim como a série, ótimo. Aaron Sorkin (o mesmo de The West Wing) é diferenciado. Ninguém atualmente roteiriza como ele. Seus diálogos são rápidos e inteligentes. Trata muito bem assuntos delicados à sociedade americana, como o uso de drogas, a guerra do Iraque e religião. Tem o controle total do texto.
Obs: para quem gosta de um bom roteiro no cinema, atentem à novidade Paul Haggis. Roteirizou Menina de Ouro (muito triste, muito bom) e Crash – No Limite (simplesmente muito bom). O controle do texto e o tratamento sobre assuntos delicados (eutanásia em Menina de Ouro e preconceito social e racial em Crash – No Limite) lembram Aaron Sorkin.
Os executivos: Perderam um ótimo conteúdo por questões econômicas. Infelizmente a audiência ainda rege o conteúdo. Explica-se: Studio 60 foi exibido nos EUA no mesmo horário de CSI (líder disparado de audiência por lá). Burrice no momento de montar a grade porque Studio não concorre com CSI, são produtos totalmente distintos. O resultado de tal erro: o fim de uma ótima série.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Sobre o Oscar na TV
Da TNT falo agora.
O que foi Chris Niklas comentando vestidos, bustos, jóias, sorrisos junto de Rubens Ewald Filho.
Não combinou com o estilo do canal e muito menos com o estilo de Rubens, que muitas vezes ficou perdido após comentários da parceira, que por sinal é bem fraca no quesito apresentação de programa.
Por favor, TNT, ano que vem deixa essa parte de Chris, vestidos, bustos, jóias e sorrisos para Caras, Contigos, Flashs...
Por favor, TNT [2], troque de tradutora (uma das piores vozes da TV mundial).
E pra terminar a parte da TNT: respeito Rubens Ewald e todo o seu conhecimento de cinema, que é inegável, mas cansou. Sérgio Dávila, Luiz Carlos Merten, Marcelo Janot, apenas pra citar três bons críticos.
Agora a Globo.
Finalmente, se não quer transmitir não compre os direitos. Deixa a emissora do patrão mostrar o evento, mas sem o Rubens, que é o mesmo da TNT.
É, parece que só eu cansei do “Rubão”.
Finalmente [2], parabéns aos vencedores. Onde os fracos não têm vez é digno de todos os seus prêmios, principalmente Javier Bardem, assim como Daniel Day Lewis (Sangue Negro) e Marion Cotillard (Piaf – um hino ao amor), os melhores protagonistas.
No ZEBRA for old men
Mas bom realmente foi ver Falling Slowly arrebatar canção original, deixando as babaquices de Encantada comendo poeira.
Stripper profissional e estivadora nas horas vagas
As esposas estavam mais felizes
Uma estatueta a menos
Único discurso acalorado da noite
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Pra quem vai?

Desde de Agosto vem sendo especulado o ganhador da maior premiação da sétima arte. Desde Zodíaco até a animação Ratatouille fizeram parte do banco de apostas filmes como Antes que o diabo saiba que você está morto e até mesmo a adaptação homônima do livro O caçador de pipas. Porém, depois das premiações dos vários sindicatos e do Globo de Ouro, esse caminho nebuloso foi-se tornando mais claro. Despontaram como favoritos filmes como Juno, Onde os fracos não têm vez e Sangue Negro, e no dia 22 de Janeiro as indicações firmaram-se previsíveis.
Abaixo, listamos os principais indicados nas proncipais categorias, os prováveis vencedores e as possíveis zebras:


Melhor ator: Daniel Day-Lewis não tem pra ninguém. Após seu discurso no SAG no qual emocionou a platéia ao homenagear o colega Heath Ledger, garantiu seu segundo Oscar deixando Johnny Depp, seu principal concorrente, comendo poeira. Os outros indicados são Tommy Lee Jones, George Clooney e Viggo Mortensen.

Melhor atriz: A atriz mais jovem a ganhar a estatueta na categoria, a que demorou mais tempo para ganhar pela segunda vez ou a primeira atuação em língua estrangeira depois de 46 anos. Qualquer das três (Ellen Page, Julie Christie e Marion Cotillard, respectivamente) que sair vitoriosa vai fazer história. A consagração tende a cair sobre a indiana, que venceu pela primeira vez em 1966 por Darling, mas as críticas a favor sobre a francesa podem ter sido fator decisivo para os votantes. Porém, a disputa entre as duas pode favorecer Page que pode roubar os votos divididos entre as duas primeiras. Cate Blachett parece impossível subir ao palco do Kodac Theater para receber a premiação, alguns dizem que Elizabeth é tão ruim que nem se nota a atuação de Blanchett. Já Laura Linney é uma surpresa até mesmo ter concorrido, quanto menos ganhar.

Melhor ator coadjuvante: Se no ano passado as atuações femininas eram mais do que certeza (Helen Mirren e Jennifer Hudson), este ano as masculinas é que estão sendo barbada nas apostas. Além de Day-Lewis, o espanhol Javier Bardem segue como franco favorito na disputa pela categoria de coadjuvante e só perde a estatueta se a Academia resolver dar um prêmio de consolação para o subestimado Assassinato de Jesse James e premiar Casey Affleck. Quanto aos outros (Hal Holbrook, Philip Seymour Hoffman e Tom Wilkinson) a probabilidade que vençam é ainda menor, deixano o caminho livre para Bardem.
Melhor atriz coadjuvante: Cate Blanchett, a Copa Volpi do ano passado, se mostra a nova queridinha da Academia que lhe concebeu esta segunda indicação neste ano e segue como uma das favoritas do grupo. Amy Ryan também veio arrancando alguns prêmios das mãos da australiana, o que a torna uma forte concorrente. Mas também não nos esqueçamos de Ruby Dee que venceu o prêmio de Atriz Coadjuvante do Sindicato de Atores, e nem de Tilda Swinton que está ótima em Conduta de Risco e pode surpreender.

Mas em um ano que será conhecido como “O ano em que Oscar quase não aconteceu” torna mais difícil prever o que acontecerá na 80ª maior noite do cinema e o que teria se passado na cabeça dos milhares de atores, diretores, roteirista, produtores e outros votantes da Academia de Artes Cinematográficas.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Top 10
Esta homenagem à literatura Pulp dos anos 40 conta com um dos mais criativos e engenhosos roteiros do cinema moderno e prova o talento de Tarantino, que após o longa se lançou como um dos maiores cineastas da atualidade.

Ao mostrar várias histórias desconexas se cruzarem por atos de vilência, o diretor e roteirista Paul Haggis escancara a hipocresia de uma sociedade onde o individualismo e a intolerância nas relações humanas prevalecem.

8- Amnesia (Cristopher Nolan, 2000)
Uma das maiores surpresas dos últimos anos, Cristopher Nolan foi revelado neste filme-quebra-cabeça, que, de trás para frente, nos relata a angustiante jornada de um homem em busca do estuprador e assassino de sua mulher.

7- Cidade de Deus (Fernando Meireles, 2002)
Indispensável filme nacional que conta com uma das maiores direções do cinema brasileiro e com uma antológica cena de abertura (a da galinha). Tudo isso para narrar o nascimento de um bandido/traficante nos morros cariocas.

6- Tempos Modernos (Charlie Chaplin, 1936)
Um dos maiores clássicos de Chaplin, o filme retrata a interligação da vida a um relógio, criticando assim não só o sistema capitalista de produção, mas tembém o sistema capitalista de viver.

5- Festim Diabólico (Alfred Hithcock, 1948)
O mais criativo longa de Hitchcock nos mostra mais aflorado o lado teatral do diretor . Contando com apenas 8 cortes, a película de 80 minutos nos ilude de forma que aparente ter 200.

4- Dançando no Escuro (Lars von Trier, 2000)
Criado em 1995 por diretores dinamarqueses (entre eles Von Trier), o ousado Dogma 95 se mostra bastante eficiente em contar histórias transbordadas de drama, como neste longa, tornando-as o mais viceral possível. Arrebatadora atuação de Björk como Selma, uma mãe aspirante a dançarina que tem uma doença crônica que culminará na cegueira total, e que faz o máximo para arrecadar dinheiro para a operação do filho que herdou a doença.

3- Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)

2- Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)

1- Poderoso Chefão (Francis Ford Copolla, 1972)
Filme definitivo de máfia, conta a história de como uma família de mafiosos reage com a chegada das drogas à cidade. Dirigido com preciosismo por Francis Ford Coppola, o filme ainda trás as fantásticas atuações de Marlon Brando e Al Pacino.





